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Por: Rodrigo Fernandes Ferreira Brito
'Obra de estréia do jovem poeta Rodrigo Fernandes Ferreira Brito.
Solstício ao Luar é um mergulho na desconstrução da racionalidade
e a reinvenção das imagens através da elevação do indecifrável e do inexprimível.
Sobre a influência da estética surrealista de Ciro Pessoa, André Breton
e Salvador Dali, o fazer poético encontra na sinestesia, fórmulas
de transfigurar a realidade para a profundeza metafísica dos sonhos.'
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Proposta
A Poesia e as mídias que a suportam
Podemos classificar as obras poéticas de vários modos, mas o que interessa aqui é o modo como a poesia se relaciona com as mídias que a veiculam. De fato, queremos mostrar que a poesia é condicionada pela sua mídia e com ela interage.
Uma observação breve do corpus poético nos mostra que ele é composto, na maior parte, por obras concebidas para a publicação em texto convencional, em papel, até há pouco ou em texto digital, mais recentemente. E observe-se que o texto digital não difere do texto em papel, pelo menos nos aspectos que nos interessam aqui. Outro fato relevante observável é a abstração da questão editorial na feitura dessas obras, ou seja, a editoração é um fato externo à obra.
Agora vamos observar outra parte do corpus, menor em volume, e mais variada em suas relações com a mídia. Na direção contrária da tendência geral, as obras deste segmento tem uma relação mais estreita com a mídia que as veicula. Aqui estão obras tais como:
As concebidas para a oralidade e para o gestual: o poema é pensado para a recitação e para a integração com elementos sonoros e gestuais. É a poesia de récita.
As concebidas para a fusão com o editorial: o aspecto editorial é parte integrante da obra.. Todo o Concretismo, por exemplo, se fundou na incorporação do aspecto editorial ao poema. É a poesia gráfica.
As concebidas para mídia animada, seja vídeo ou computador. É a poesia cinética.
As concebidas para mídia interativa. Utilizam de técnicas como o hipertexto e os recursos de programação do computador. É a poesia interativa.
Todas as ponderações acima se referem a obras poéticas criadas pela idéia da obra acabada que vem a público pronta após uma laboriosa gestação. Poderíamos também abordar a poesia performática, gerada em interação direta com o público, mas isso foge ao nosso escopo.
Talvez neste ponto alguns coloquem em questão a pertinência de tais ocorrências literárias ao ramo da poesia, mas entendemos que outros, como os concretistas já aplainaram nosso caminho nessa discussão. Neste início de milênio já estamos maduros para entender que a poesia tem muitos caminhos para vicejar e pode ser mais, sempre mais, e que o futuro talvez nos reserve ainda outras formas de manifestar a beleza pela palavra.
Aparentemente, a poesia tradicional, aquela projetada para o texto convencional, é a mais imune ao condicionamento da sua mídia. Mera aparência. O texto convencional condiciona o poema em vários aspectos. Por exemplo:
O texto convencional permite uma redução dos níveis de comunicabilidade muito maior que outras modalidades de discurso. Os autores usam à vontade esse potencial ora suprimindo a redundância, aumentando a concisão, ora enriquecendo o vocabulário, deixando mais complexa a sintaxe, ou burlando convenções lingüísticas.
O discurso escrito não tem meios eficientes de fazer uso da linguagem entoativa e gestual, pois, a ortografia é paupérrima na capacidade de descrever o oral e o gestual. Diante disso, a linguagem da poesia convencional assume estas limitações e abstrai as inúmeras possibilidades que existem no discurso oral.
O texto convencional, linear e analítico, não tem o poder de síntese para dados contextos que é alcançado caso se utilize de recursos editoriais e de linguagem visual.
O texto convencional opera sem a perspectiva de retorno do ouvinte mas admite a releitura.
O texto convencional está impregnado de conotações, tais como: a da maior formalidade, da nobreza, da tradição, da circunspeção, etc.
O texto convencional enfrenta as sérias limitações da ortográfica oficial.
Enfim, o texto convencional, pelas características da sua mídia, tanto limita como expande as possibilidades de expressão, dependendo do contexto.
Nas outras modalidades de poesia, seja cinética, gráfica, interativa, etc., as limitações e versatilidades são outras. Cabe ao poeta explorar ao máximo a mídia para escapar das limitações e desfrutar ao máximo as possibilidades mais nobres.
Revolução na poesia?
Quando os concretistas começaram a explorar as possibilidades editoriais para fazer poesia, falou-se em revolução. De fato, a integração do aspecto gráfico ao fazer poético abriu novos horizontes aos poetas, ávidos, então, por fincar bandeiras nos mais altos picos da inovação estética. Voltando mais no tempo, constataremos que até o verso branco um dia foi saudado como revolucionário e causou furor no seu tempo. Mas a inovação formal, muitas vezes, viabilizada pela e conseqüência da inovação tecnológica das mídias, por si é verdadeira revolução? Ou revolução estética é algo mais que abolição da rima e incorporação do hipertexto ao poema?
Olhando para o que foi considerado revolucionário no passado em termos formais veremos que percorremos um caminho de liberdades formais crescentes e de aceleração da novidade. Tanto, que hoje, nestes tempos pós-modernos, parece que não estamos tão dispostos a nos deslumbrar com novidades candentes, nem tão ávidos pela novidade em si. Somos uma geração acostumada e saturada de novidade que lutamos no dia a dia para nos adaptarmos a ela. Vivemos numa sociedade acelerada até demais e é difícil absorver tudo de novo que nos é despejado diariamente. Talvez, em função disso, a poesia na Internet seja uma revolução que transcorre silenciosa sem tantas trombetas alardeando o fato. Ora, a Informática e a Internet abriram possibilidades imensas aos poetas antenados. Quanto se pode fazer em termos de arte cinética, de arte interativa. Quão promissoras são as possibilidades de divulgação do trabalho do poeta a partir da Internet. Sim, há uma revolução em curso. Mas os que a fazem, tão acostumados a uma herança de revoluções, de certo modo enfastiados com elas, simplesmente a fazem, não a festejam, nem a alardeiam, pois a índole deste início de milênio está mais para a realização que para a agitação cultural.
Relações superficiais e simbióticas
Tem se tornado comum vermos poetas panfletando que produzem uma nova modalidade poética pois, fundem a poesia ao seu aspecto oral, ao seu aspecto gráfico, produzem poesia animada, interativa, etc. Ao olharmos de perto, vemos que muitos desses poemas criados para novas mídias se servem apenas superficialmente das possibilidades que a mídia lhes oferece. Às vezes, o que é apresentado como poesia cinética é apenas poesia convencional exibida com recursos de animação. Em outros casos, o que se chama de poesia interativa é apenas poesia convencional apresentada com auxílio de uma mídia interativa.
Uma poesia que se diga interativa tem que ter na interatividade um elemento essencial à sua fruição. A obra não subsiste sem a interatividade? Então ela é interativa. Uma poesia é gráfica quando o fator gráfico condiciona definitivamente o poema e este submerge com a subtração do elemento gráfico. Quando chegamos a este patamar, em que uma característica da mídia é elemento essencial do poema temos uma relação simbiótica entre a poesia e sua mídia. É claro que nos momentos iniciais de uma mídia nova muito do que se faz com ela se baseia na transposição pura e simples da experiência adquirida em mídias anteriores. Com o tempo, a mídia nova ganha sua própria personalidade e os que trabalham nela começam a utilizar melhor suas potencialidades. Em função disso, precisamos ter certa paciência por uns tempos com os poemas virtuais que são poemas convencionais em mídia virtual. A poesia realmente virtual virá com o tempo.
Poesia sem palavra?
Nem tanto. A definição de poesia está sempre em transformação, felizmente. O conceito tem se alargado bastante, mas um limite tem que ser respeitado: poesia é a beleza que vem através do discurso. A poesia, e de resto a literatura, é a arte cuja matéria prima é a linguagem e que se converte em fato concreto nos discursos poéticos. Existe poesia sem discurso? Não. Existe poesia com linguagem não lingüística? É provável. Mas o que dizer de certas ocorrências interessantíssimas como o que se vê na arte gráfica do cartaz, por exemplo, onde por vezes existe comunicação mas não há discurso? Boa pergunta. Provavelmente estamos diante de uma forma de arte não devidamente catalogada.
Poesia de engenheiro
Uma sombra paira sobre muitas das poesias que se relacionam intensamente com suas mídias: a excessiva valorização do aspecto técnico e pirotécnico da obra em detrimento de uma crítica global. Parte-se de uma visão superficial do fazer poético e julga-se possível separar forma e fundo, como se fossem coisas desmembráveis, dando-se uma ênfase absoluta na questão da forma. A obra genial é entendida como a obra pirotécnica que usa a ultra recente rima tecno endergonorgética. O resultado é igual àquele que intuímos ao sair do cinema depois de assistir a um filme primoroso nos efeitos especiais e só neles. Sim, efeito especial faz sucesso de público, mas será que não está faltando alguma coisa? A moral que tiramos desses filmes é que a técnica só é boa quando integrada e a serviço de um todo articulado. Com a poesia virtual não será diferente. Quiçá ela ganhe o status de arte maior. Mas isso só vai acontecer se cabeças iluminadas se curvarem sobre ela para produzir as obras primas que ela necessita.
Fonte Original - http://www.radames.manosso.nom.br/cinetica/proposta.htm
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" E oque é senão ignorância , de todas as mais reprovável, acreditar saber
aquilo que não se sabe!"
(Sócrates).
*Budapeste* é muito bem servida de transportes públicos, e mesmo sem entender
a língua não é difícil se orientar.
O Parlamento Húngaro,prédio mais representativo da cidade,foi construído
em estilo gótico, com diversas torres e pináculos e centenas de salões, ornados
com estátuas de húngaros proeminentes.
O Palácio Real de Buda (Budavári Palota) ao longo da rua Fortuna Utca,é um dos melhores roteiros, com prédios históricos, ruelas, casas antigas e museus, além de restaurantes e lojas de artigos típicos e souvenirs. Um dos preferidos pelos turistas são as Matryoshkas, conjunto de bonecas iguais mas de vários tamanhos, uma dentro da outra, e que representam
a fertilidade.
O povo, ao mesmo tempo, é alegre e comunicativo.Pessoas simpáticas e que sentem prazer
em conversar e trocar opiniões.
As fachadas de vários prédios antigos, escondem dezenas e dezenas de bares, restaurantes
e delicatessen, oferecendo pratos e quitutes deliciosos.
Confira algumas fotos;
(Obs. todo conteúdo de imagens,texto e video foram colhidos em pesquisa
na própria internte!)
Budapest Spa
Parlamento Hungaro
Halászbástya
O Halászbástya construído no final do século 19, é conjunto de sete torres em estilo gótico que dão asas à nossa imaginação, e são um dos pontos preferidos dos turistas para fotografias, além de fornecerem uma das melhores vistas da cidade.
Bem ao lado do Halászbástya está situada outra jóia arquitetônica, a Mátyás-Templon
(igreja de São Mateus).Foi nela que o mais famoso rei húngaro realizou seu casamento, no século 15. Seu interior, repleto de referências medievais.
Casa-De-La-Musica-Hostel-Budapest-Hostels
Budai-Vai
Bandeira Hungara
Curiosidades,"Budapeste"
- Chico Buarque
( Sim, nosso BRAZUCA, levou dois anos para concluir o livro "Budapeste",
ao qual fora baseado um filme.
Chico Buarque
- Foram necessários dois anos e três viagens para que a Nexus Cinema, conseguisse um parceiro húngaro, a Eurofilm, que pudesse financiar um terço do projeto;
- É o 1º longa-metragem de ficção que Walter Carvalho dirige sozinho;
- Foram ao todo sete tratamentos de roteiro, sendo que Rita Buzzar apenas o apresentou a Chico Buarque após ter escrito três versões;
Filme baseado na obra escrita de Chico Buaque
* Curtiu a mini matéria, o breve resumo e curiosidades?
Sim, a internet nos oferece milhoes de informações sobre
cada assunto gostoso! rsrsrs...
Simbora pesquisar e ler então!
Espero ter contribuido de alguma maneira mínima , despertando em ti uma
mesmo que mínima vontade viajar atravéz do conhecimento bom , que
pode ser retirado deste veículo!
A internet.
Grato pela visita e volte sempre!!!
* Quer mais informações , sobre cultura, história e tudo oque diz respeito
a esse pais incrivelmente leindo?
By- Dj Murillo Menna
Abraço a todos!
Caraca , é o fim do mundo discutir o fim do mundo!
Ou não? caraca não sei!!!
Ah lembrei ... Sou jovem , tenho tempo pra ler e ficar
sabendo que extra terrestre é esse!
Teoria dos Maias?
Não era isso que estava passando na Globo algum tempo, ou talvez alguns anos atráz? hauahua pow televisão pra mim é extra terrestre!
Não consigo gostar de nada que não seja trechos de algum jornal,
futebol, quando eles tem piedade e não passam por aqui jogos de algum time do "Chile" , sim , porque campeonato carioca no sul
é como loirinho em Angola , vez enquando tu acha um doido perdido,
Nesse caso algum doido flamenguista, botafoguense, ( não botafoguense é brincadeira ,
botafoguense no sul é apenas lenda.)
Mas fazem ainda pior ! Nos obrigam ( nóis os pobre , pobre assisti oque passar , quem escolhe progração é filho de dono de mercado , ou
tem pai aposentado de algum orgão do governo hauahau....
( Desculpem as piadas e vamos malhar , quer dizer, jogar mais , quer dizer ...
Saber algo sobre os Maias e sua famosa teoria.
Muitas pessoas acreditaram que quando entrasse o século XXI, o mundo iria acabar.
De acordo com os Maias, este dia é exatamente o dia 21/12/2012, pois os Maias faziam várias profecias, de acordo com o calendário deles, e todas essas profecias aconteciam mesmo. Revoluções, fenômenos naturais, guerras, etc, eram tudo previstos pelos maias, há muitos anos atrás desses mesmos acontecerem.
- Gzuis que cabulosos esses Maias não?
Prontinho , para você que não tinha ;
Tem agora o básico sobre um assunto bacaninha e muito proveitoso a ser estudado...
* Sabe que não é mini-série e que hoje no ano de 2012 esse assunto
motiva pesquisadores e mais pesquisadores em busca de alguma certeza a respeito da teoria que propagou , assustou e continua anunciando e crendo no fim dos tempos.
- Cabreiro! Cada coisa doida que esse povo sabe por ai não éh meu querido leitor?
Bom fico por aqui...
Boas descobertas e bom encosto confortavel com suquinho do lado
para te encher de regalias e deixar gostosissimo esse seu momento a favor de sí mesmo...
Fique com Deus...
Abraços
Dj Murillo Menna
Autor: Ruben Araújo Mattos.
O autor analisa a palavra integralidade a partir da Constituição Federal de 1988 sob o aspecto da saúde como direito de todos e dever do Estado. O foco do texto recai sobre a integralidade como diretriz do SUS e que é majoritariamente voltada para a integralidade da assistência. A proposta central do autor é uma reflexão sobre a adesão ou não ao princípio da integralidade no âmbito do SUS e seus sentidos práticos e políticos. O texto também aborda a integralidade como uma conquista social nos anos anteriores à implantação do SUS.
O autor enfatiza a o aspecto da integralidade como “bandeira de luta” social. Ao tentar conceituar a palavra é salientado o sentido polissêmico da palavra integralidade, ou seja, existem várias “integralidades”. A partir deste pensamento a integralidade não possui um conceito definido, mas um ou vários sentidos. Daí a confusão da utilização da expressão, onde as pessoas utilizam sem conhecer o real sentido da palavra.
O primeiro sentido abordado no texto foi em relação ao movimento da Medicina Integral em oposição ao modelo Flexineriano na reformulação do currículo médico. Aqui a integralidade se opõe ao reducionismo do indivíduo a um ser somente biológico.
No Brasil a Medicina Integral esteve mais associada à Medicina Preventivista e durante boa parte dos anos 1980 foi debatida no âmbito médico. O autor destaca a tendência de afastamento da saúde coletiva da medicina e defende a integralidade como um valor a ser sustentado e defendido nas práticas dos profissionais de saúde.
Em seguida o autor retoma a discussão em torno do modelo biomédico e ressalta que o foco na doença continua presente no modelo preventivista. Porém, questiona este posicionamento ao afirmar que as ações preventivas estão deslocadas das ações assistenciais. Ou seja, as ações preventivas estão em um outro plano de ação por não estar vinculada a uma demanda individual por saúde (demanda assistencial) e assim adota uma visão mais abrangente das necessidades dos sujeitos. Neste sentido as práticas assistenciais de saúde se integram às práticas de prevenção às doenças (necessidade de saúde). Segundo o autor a partir deste entendimento da “necessidade de saúde” a integralidade requer a articulação dos saberes dos profissionais de saúde para identificar as diversas demandas por saúde dos indivíduos e comunidades. Daí a responsabilidade pela solução do problema não é mais exclusiva do profissional médico, mas de toda a equipe.
Em outro momento o autor aborda a integralidade relacionada à organização dos serviços e das práticas de saúde. Ressalta a criação do Sistema Nacional de Saúde (SNS) e a dicotomização entre as instituições que cuidavam da saúde pública e pela assistência médica (Ministério da Saúde e Ministério da Previdência). A unificação da política de saúde só veio a ocorrer com a criação do SUS. Conforme o autor as consequências desta dicotomização da saúde foi a produção de uma assistência à saúde ou centrada nos hospitais ou centrada nos postos de saúde. Neste sentido a integralidade propõe a articulação das praticas assistenciais com as práticas de saúde pública. Daí surgiu a necessidade de articulação da organização dos serviços de acordo com as reais necessidades de saúde da população com a demanda espontânea por atendimento.
Em seguida o autor critica este sentido da integralidade e contrapõe o planejamento das ações baseada nos indicadores de saúde (epidemiologia) populacional e as demandas espontâneas. Cabe o questionamento: Como deve ser a organização dos serviços de saúde? Baseada nas demandas populacionais ou nas necessidades individuais?
Sob a ótica do autor a organização dos serviços conforme as demandas populacionais significam a eleição de prioridades em torno das populações com os piores indicadores (maior vulnerabilidade). A organização do serviço baseada em ações prioritárias corre-se o risco de rompimento da integralidade. Portanto, a integralidade como princípio de organização deve ampliar a percepção das necessidades de saúde da população e não restringi-las.
Outro sentido abordado é o da integralidade entre as políticas de saúde para grupos específicos (prevenção e recuperação). A partir da integralidade das políticas de saúde é possível o uso de critérios de eficiência para avaliar a eficácia de certas ações específicas. Ou seja, a combinação entre ações preventivas e assistenciais potencializa os resultados esperados das ações de saúde ao atingirem um maior número de pessoas em locais e situações diferentes.
O autor conclui que os diversos sentidos da integralidade se articulam em torno de orientação e organização das práticas e políticas de saúde. Sem se esquivar da integralidade sob o ponto de vista do usuário que é: indivíduo, comunidade e ambos ao mesmo tempo. Sem reduzir a integralidade à relação sujeito-sujeito.
EMÍLIO PRADO DA FONSECA
O Começo
Tudo começou em 1863 quando, em Cambridge - Inglaterra, James Clerck Maxwell demonstrou teoricamente a provável existência das ondas eletromagnéticas. James era professor de física experimental e apartir desta revelação outros pesquisadores se interessaram pelo assunto. O alemão Henrich Rudolph Hertz (1857-1894) foi um deles.
O princípio da propagação radiofônica veio mesmo em 1887, através de Hertz. Ele fez saltar faíscas através do ar que separavam duas bolas de cobre. Por causa disso os antigos "quilociclos" passaram a ser chamados de "ondas hertzianas" ou "quilohertz".
A industrialização de equipamentos se deu com a criação da primeira companhia de rádio, fundada em Londres - Inglaterra pelo cientista italiano Guglielmo Marconi. Em 1896 Marconi já havia demonstrado o funcionamento de seus aparelhos de emissão e recepção de sinais na própria Inglaterra, quando percebeu a importância comercial da telegrafia.
Até então o rádio era exclusivamente "telegrafia sem fio", algo já bastante útil e inovador para a época, tanto que outros cientistas e professores se dedicaram a melhorar seu funcionamento como tal. Oliver Lodge (Inglaterra) e Ernest Branly (França), por exemplo, inventaram o "coesor", um dispositivo que melhorava a detecção. Não se imaginava, até então, a possibilidade do rádio transmitir mensagens faladas, através do espaço.
E as inovações continuavam a surgir... o rádio evoluia rapidamente !
Em 1897 Oliver Lodge inventou o circuito elétrico sintonizado, que possibilitava a mudança de sintonia selecionando a freqüência desejada.
Lee Forest, desenvolveu a válvula triodo. Von Lieben, da Alemanha e o americano Armstrong empregaram o triodo para amplificar e produzir ondas eletromagnéticas de forma contínua.
Também no Brasil o rádio crescia: um Padre-cientista gaúcho, chamado Roberto Landell de Moura, nascido em 21 de janeiro de 1861, construiu diversos aparelhos importantes para a história do rádio e que foram expostos ao público de São Paulo em 1893.
Teleauxiofono (telefonia com fio)
Caleofono (telefonia com fio)
Anematófono (telefonia sem fio)
Teletiton (telegrafia fonética, sem fio, com o qual duas pessoas podem comunicar-se sem serem ouvidas por outras)
Edífono (destinado a ducificar e depurar as vibrações parasitas da voz fonografada, reproduzindo-a ao natural)
Já em 1890 o padre-cientista Landell de Moura previa em suas teses a "telegrafia sem fio", a "radiotelefonia", a "radiodifusão", os "satélites de comunicações" e os "raios laser". Dez anos mais tarde, em 1900, o Padre Landell de Moura obteve do governo brasileiro a carta patente nº 3279, que lhe reconhece os méritos de pioneirismo científico, universal, na área das telecomunicações. No ano seguinte ele embarcou para os Estados Unidos e em 1904, o "The Patent Office at Washington" lhe concedeu três cartas patentes: para o telégrafo sem fio, para o telefone sem fio e para o transmissor de ondas sonoras.
Padre Landell de Moura foi precursor nas transmissões de vozes e ruídos.
Nos Estados Unidos foram anos de pesquisas, tentativas e aprimoramentos até Lee Forest instalar a primeira "estação-estúdio" de radiodifusão, em Nova Iorque, no ano de 1916. Aconteceu então o primeiro programa de rádio, que se tem notícia. Ele tinha conferências, música de câmara e gravações. Surgiu também o primeiro registro de radiojornalismo, com a transmissão das apurações eleitorais para a presidência dos Estados Unidos.
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A "Era do Rádio"
A partir de 1919 começa a chamada "Era do rádio".
O microfone surge através da ampliação dos recursos do bocal do telefone, conseguidos em 1920, nos Estados Unidos, por engenheiro da Westinghouse.
Foi a própria Westinghouse que fez nascer, meio por acaso, a radiofusão. Ela fabricava aparelhos de rádio para as tropas da Primeira Guerra Mundial e com o término do conflito ficou com um grande estoque de aparelhos encalhados. A solução para evitar o prejuízo foi instalar uma grande antena no pátio da fábrica e transmitir música para os habitantes do bairro. Os aparelhos encalhados foram então comercializados.
A primeira transmissão radiofônica oficial no Brasil, foi o dircurso do Presidente Epitácio Pessoa, no Rio de Janeiro, em plena comemoração do centenário da Independência do Brasil, no dia 7 de setembro de 1922. O discurso aconteceu numa exposição, na Praia Vermelha - Rio de Janeiro e o transmissor foi instalado no alto do Corcovado, pela Westinghouse Electric Co.
Para se ter uma idéia de porque a época ficou conhecida como a "Era do Rádio", nos EUA o rádio crescia surpreendentemente. Em 1921 eram 4 emissoras, mas no final de 1922, os americanos contavam 382 emissoras.
A chegada do rádio comercial não demorou. Logo as emissoras reivindicaram o direito de conseguir sobreviver com seus próprios recursos. A pioneira no rádio comercial foi a WEAF de Nova Iorque, pertencente à Telephone and Telegraf Co.. Ela irradiava anúncios e cobrava dois dólares por 12 segundos de comercial e cem dólares por 10 minutos.
O "pai do rádio brasileiro" foi Edgard Roquete Pinto. Ele e Henry Morize fundaram em 20 de abril de 1923, a primeira estação de rádio brasileira: Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Foi aí que surgiu o conceito de "rádio sociedade" ou "rádio clube", no qual os ouvintes eram associados e contribuíam com mensalidades para a manutenção da emissora.
O Dia Mundial das Telecomunicações é comemorado em 17 de maio porque foi nesta data, em 1865, que institui-se a "União Telegráfica Internacional".
Fonte -http://www.microfone.jor.br/historia.htm
( Meus sinceros agradecimentos )...
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